“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.”

Pablo Neruda
“Quem sou eu para falar de amor, se o amor me consumiu até a espinha?”

Chico Buarque
“Mas a verdade é que ainda não quero me prender a nada, a nenhum lugar, a ninguém.”

Caio Fernando Abreu
“Ser feliz é uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem. Tenho coragem mas com um pouco de medo. Pessoa feliz é quem aceitou a morte. Quando estou feliz demais, sinto uma angústia amordaçante: assusto-me. Sou tão medrosa. Tenho medo de estar viva porque quem tem vida um dia morre. E o mundo me violenta. Os instintos exigentes, a alma cruel, a crueza dos que não têm pudor, as leis a obedecer, o assassinato — tudo isso me dá vertigem como há pessoas que desmaiam ao ver sangue: o estudante de medicina com o rosto pálido e os lábios brancos diante do primeiro cadáver a dissecar. Assusta-me quando num relance vejo as entranhas do espírito dos outros. Ou quando caio sem querer bem fundo dentro de mim e vejo o abismo interminável da eternidade, abismo através do qual me comunico fantasmagórica com Deus.”

Clarice Lispector
“A gente precisa de um tempo. Se dar um tempo. Se cuidar. Seu melhor amigo não vai cuidar de você. Nem sua mãe, pois você já é crescido. Nem seu amor. O ideal é você se pegar no colo e cantar uma música de ninar até adormecer. A gente merece esse carinho. Sempre. Porque no fundo é você e seu espelho.”

Clarissa Corrêa